Exma. Senhora Presidente da Assembleia da República,
Nos termos do n.º 1 do artigo 17.º da Lei n.º 43/90, de 10 de Agosto, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 6/93, de 1 de Março, Lei n.º 15/2003, de 4 de Junho, e Lei n.º 45/2007, de 24 de Agosto (Lei do Exercício do Direito de Petição), os signatários, ao tomarem conhecimento da carta dirigida ao Senhor Primeiro Ministro no dia 29 de Novembro de 2012, subscrita por um vasto conjunto de personalidades, vêm solidarizar-se com a mesma e, em consequência:
1. transcrever o conteúdo integral da aludida carta, a qual se considera parte integrante da presente Petição:
«Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.
«À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.
«O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente. O Programa eleitoral sufragado pelos Portugueses e o Programa de Governo aprovado na Assembleia da República, foram em muito excedidos com a política que se passou a aplicar. As consequências das medidas não anunciadas têm um impacto gravíssimo sobre os Portugueses e há uma contradição, nunca antes vista, entre o que foi prometido e o que está a ser levado à prática.
«Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.
«Daí também a rejeição que de norte a sul do País existe contra o Governo. O caso não é para menos. Este clamor é fundamentado no interesse nacional e na necessidade imperiosa de se recriar a esperança no futuro. O Governo não hesita porém em afirmar, contra ventos e marés, que prosseguirá esta política - custe o que custar - e até recusa qualquer ideia da renegociação do Memorando.
«Ao embuste, sustentado no cumprimento cego da austeridade que empobrece o País e é levado a efeito a qualquer preço, soma-se o desmantelamento de funções essenciais do Estado e a alienação imponderada de empresas estratégicas, os cortes impiedosos nas pensões e nas reformas dos que descontaram para a Segurança Social uma vida inteira, confiando no Estado, as reduções dos salários que não poupam sequer os mais baixos, o incentivo à emigração, o crescimento do desemprego com níveis incomportáveis e a postura de seguidismo e capitulação à lógica neoliberal dos mercados.
«Perdeu-se toda e qualquer esperança.
«No meio deste vendaval, as previsões que o Governo tem apresentado quanto ao PIB, ao emprego, ao consumo, ao investimento, ao défice, à dívida pública e ao mais que se sabe, têm sido, porque erróneas, reiteradamente revistas em baixa.
«O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.
«A recente aprovação de um Orçamento de Estado iníquo, injusto, socialmente condenável, que não será cumprido e que aprofundará em 2013 a recessão, é de uma enorme gravidade, para além de conter disposições de duvidosa constitucionalidade. O agravamento incomportável da situação social, económica, financeira e política, será uma realidade se não se puser termo à política seguida.
«Perante estes factos, os signatários interpretam - e justamente - o crescente clamor que contra o Governo se ergue, como uma exigência, para que o Senhor Primeiro-Ministro altere, urgentemente, as opções políticas que vem seguindo, sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências.
«É indispensável mudar de política para que os Portugueses retomem confiança e esperança no futuro.
«PS: da presente os signatários darão conhecimento ao Senhor Presidente da República.
«Lisboa, 29 de Novembro de 2012"
«MÁRIO SOARES ADELINO MALTEZ (Professor Universitário-Lisboa) ALFREDO BRUTO DA COSTA (Sociólogo) ALICE VIEIRA (Escritora) ÁLVARO SIZA VIEIRA (Arquiteto)
(...)
2. que a Assembleia da República, no uso das competências previstas na alínea a) do artigo 162.º da Constituição da República Portuguesa, recomende ao Governo que rectifique a política e, com esta, os actos que o Governo vem praticando em grave e inaceitável desconformidade com o Programa do Governo aprovado pela mesma Assembleia da República, lesando, assim, o princípio da confiança entre eleitores e eleitos.
Os signatários
A José Nascimento e António Barbosa agradeço respectivamente, a fotografia e a música.
Petição Alteração de Políticas
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sábado, janeiro 12, 2013
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Natalidade em queda livre. Portugal à deriva
Na minha primeira crónica do ano 2013, quero começar por formular três desejos, mais um. O primeiro desejo é que a esperança dos portugueses permita chegar ao fim do ano em paz. O segundo, que tenhamos motivos para ter esperança. O terceiro, que todos consigamos chegar ao fim do ano porque cada vez há mais pessoas a lutar para sobreviver. Por último, que as pessoas passem a contar para as contas da governação.
A essência da política deve ser a governação da humanidade. É necessário acordar para o compromisso político com a dignidade da pessoa humana e para um problema grave, ausente do discurso dos nossos governantes: em 2012 houve menos sete mil nascimentos do que no ano anterior. Acordai.
Em teoria, a diminuição da população não é necessariamente dramática para a viabilidade de um país, o mais importante é a qualidade da população residente, nomeadamente a formação e as competências de que dispõe. No entanto, já passámos esta fase. Na prática, trata-se de um problema grave porque o crescimento populacional é manifestamente insuficiente para garantir o desenvolvimento e competitividade do país e da Europa, no futuro.
Acresce ainda que, as pessoas atingem idades mais avançadas. Desde os anos sessenta até hoje a esperança de vida aumentou cerca de 15 anos. Face à pressão que o envelhecimento coloca sobre a segurança social, os serviços sociais e de saúde, seria desejável que o país tivesse mais pessoas em idade ativa, com maior capacidade contributiva.
Será que algum político ainda imagina que o nosso crescimento económico passa à margem das políticas de natalidade? O problema é sério porque praticamente não existem sinais de inscrição deste tema nas agendas políticas. Este silêncio é sinal de uma visão curta, significa que não se olha para a sociedade como um todo, olham para a realidade de hoje como se não houvesse um passado e um futuro.
Acordai para o futuro porque a falta de crianças compromete o nosso desenvolvimento, trata-se de uma questão estrutural. Só a aposta em medidas que promovam efetivamente a natalidade, associadas à esperança no futuro, podem mudar o estado das coisas. Acordai para a prioridade do investimento nestas medidas, ao nível dos benefícios fiscais, da conciliação da vida profissional e familiar, da proteção social, etc. Estamos a falar de um leque de medidas de apoio à família, à parentalidade e à criança. As medidas avulsas são inconsequentes.
Está em causa o financiamento do Estado, não é apenas uma questão de financiamento do Estado Social. Portugal perdeu a capacidade de assegurar a renovação de gerações no início dos anos 80, mas pela primeira vez desde que há registos, em 2011 o número de nascimentos ficou abaixo dos 100 mil. Acordai porque a imigração deixou de ser uma ajuda para inverter esta tendência e a emigração dos mais jovens favorece a diminuição dos nascimentos e contribui para o aumento da percentagem de pessoas idosas.
Portugal e a Europa deviam acordar para a necessidade de decretar o estado de emergência demográfica. Formulemos a esperança que Portugal vai agir.
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quarta-feira, janeiro 09, 2013
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Défice demográfico
Mais 16 mil funerais do que partos no primeiro semestre - Especiais - DN
Este país não é para velhos... nem para novos. Devia ser decretado o estado de emergência nacional e europeu. Será que alguém ainda imagina que o nosso desenvolvimento passa à margem das políticas de natalidade? O problema é sério porque não existem sinais de inscrição deste tema nas agendas políticas.
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quinta-feira, dezembro 27, 2012
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O estado da nossa República
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segunda-feira, dezembro 03, 2012
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Dia 25 Novembro Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres
4 em cada 10
O ano de 2011 ficou marcado pela
morte de 27 mulheres
e por 28980 participações do
crime de violência doméstica
APOIO AS VÍTIMAS
LIGUE: 800 202 148
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sábado, novembro 24, 2012
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The Girl Effect: The Clock is Ticking
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domingo, novembro 18, 2012
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Portugal e os portugueses
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segunda-feira, novembro 05, 2012
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Alqueva... momentos de evasão
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domingo, outubro 21, 2012
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TSU Transparência, Solidariedade e Urbanidade
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quarta-feira, outubro 03, 2012
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EMBRAER JÁ EM EVORA
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sexta-feira, setembro 21, 2012
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Estado Social "muito, pouco, ou nada"
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terça-feira, setembro 04, 2012
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IPSS e Estado. Uma relação Constitucional
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terça-feira, junho 12, 2012
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Politicas para crianças e jovens
As árvores precisam de ser regadas para crescerem.
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terça-feira, maio 01, 2012
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NOBEL DA PAZ 2012 Uma distinção merecida para o Povo Português
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quarta-feira, abril 11, 2012
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Regionalização para o desenvolvimento do interior
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia."
Fernando Pessoa
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terça-feira, fevereiro 28, 2012
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Democratização e sucesso da educação
Carolina fez a troka certa
Nasceu na Guarda em 1877, chama-se Carolina Beatriz Ângelo. A sua força de vontade e inteligência fizeram que prosseguisse os estudos. Em 1902 formou-se em medicina, tornou-se a primeira cirurgiã portuguesa. Em 1911, Carolina foi a primeira mulher portuguesa a votar.
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quarta-feira, fevereiro 01, 2012
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